quinta-feira, 21 de junho de 2012

23/02/2012

Velho antibiótico pode ser nova arma contra tuberculose


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O antibiótico doxiciclina, usado desde 1967 contra uma série de bactérias, pode ser a nova arma contra a tuberculose. Um novo estudo publicado no periódico American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine, sugere que o antibiótico pode impedir a tuberculose de causar danos ao pulmão. O resultado é impressionante porque o remédio é usado há 40 anos, mas não havia sido considerado ainda como eficiente contra a tuberculose.
Por ano, mais de 1,5 milhão de pessoas morrem por causa da tuberculose. De acordo com os autores do estudo, cada vez mais, a doença se mostra resistente aos antibióticos comumente usados para tratá-la. É por isso que pesquisadores ao redor do mundo tentam descobrir formas de combatê-la. Em 2011, uma equipe de cientistas da Imperial College London descobriu que a tuberculose aumenta a produção de uma enzima chamada MMP-1. Essa enzima é responsável por destruir o tecido do pulmão. Uma das formas de combater a doença é impedir a produção dessa enzima para minimizar os danos ao órgão.

Agora, os especialistas descobriram, em testes in vitro, que a doxiciclina impede a produção da MMP-1 em células humanas infectadas com tuberculose. A equipe também percebeu que o antibiótico inibe o crescimento da bactéria da doença em cobaias. "O tratamento da tuberculose não sofreu alteração por mais de 30 anos e cepas resistentes aos remédios estão surgindo. Por isso precisamos de alternativas", disse Paul Elkington, chefe da pesquisa. "Como a doxiciclina é barata, segura e amplamente disponível em países subdesenvolvidos, ela pode ser útil no tratamento", disse.

Os resultados da pesquisa são promissores, mas os cientistas vão precisar ampliar o estudo. No momento, os resultados mostram eficácia apenas em células humanas in vitro e modelos animais. "Esperamos realizar um teste clínico em breve para testar se a doxiciclina é eficiente no combate da tuberculose em pacientes."

Fonte: Veja Online




28/01/2012 - 16h15

Tratamento com luz é testado contra micose de unha

MARIANA VERSOLATO
DE SÃO PAULO

Pesquisadores do Instituto de Física da USP de São Carlos estão testando a terapia fotodinâmica para combater a insistente e quase imbatível micose de unha.
Dois protótipos de aparelhos foram desenvolvidos na USP, cada um com um comprimento de onda específico. Também foram testados dois medicamentos fotossensíveis, para saber qual combinação de luz e remédio tem mais eficácia.
Eles chegaram à conclusão de que a luz azul e um remédio com curcuminoide, derivado do açafrão, tiveram os melhores resultados. A técnica foi patenteada.
O objetivo é fazer parcerias com indústrias para fabricar o aparelho e disponibilizar a terapia de forma acessível.
A explicação para os resultados positivos obtidos até agora é que a combinação de luz e medicamento fotossensível gera espécies reativas de oxigênio que são tóxicas para os fungos.
Os pesquisadores trataram 40 pessoas por seis meses em São Paulo, começaram um novo grupo com outras 40 em São Carlos e devem selecionar ainda mais pessoas em Ribeirão Preto.
Do primeiro grupo, em tratamento há mais tempo, dez conseguiram se livrar da micose, segundo a farmacêutica Ana Paula da Silva, que estuda o tratamento.
"A maioria dos pacientes que tratamos já testou de tudo e os fungos estão resistentes ao remédio. Alguns têm até 30 anos de lesão, e chegam descrentes", conta.
Editoria de Arte/Folhapress

Em pacientes com micose em estágio inicial foram necessárias seis sessões. Em casos mais graves, diz Silva, o problema pode ser eliminado em menos de um ano.
Segundo a farmacêutica, uma vantagem da terapia com luz é que os micro-organismos não criam resistência, ao contrário do tratamento com antifúngicos. "O remédio oral é eficaz, mas pode causar danos no fígado. Pessoas com problemas de imunidade não podem usá-lo."
Ela diz também que a terapia fotodinâmica existente hoje é muito cara. Ainda não há expectativa de preço nem do aparelho nem da sessão, mas a orientadora do projeto, Natalia Mayumi Inada, diz que já é possível afirmar que ele será mais barato do que as máquinas usadas hoje.
Inada lembra que o grupo já desenvolveu um aparelho para tratar câncer de pele que custa R$ 15 mil (o importado vale cerca de R$ 90 mil).
Mas, segundo Ricardo Romiti, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e dermatologista do Hospital das Clínicas da USP, apesar de requerer acompanhamento para monitorar riscos para o fígado, o medicamento via oral é bem tolerado.
"Muitos trabalhos mostram que o tratamento com luz é frustrante porque a radiação não é suficiente para matar os fungos."
Romiti diz que soluções líquidas ou esmaltes medicinais só funcionam em micose superficial ou inicial.
O dermatologista afirma que o tratamento convencional é mesmo demorado -leva de três a seis meses. Se a micose estiver embaixo da unha ou começar na raiz dela, a cura é ainda mais difícil.
"É frequente a pessoa se curar e depois se contaminar de novo. Ou achar que está bem e interromper a terapia."

FONTE: folha de SP


30/01/2012 - 10h42

Pressão arterial deve ser medida nos dois braços, diz estudo

DE SÃO PAULO

Atualizado em 31/01/2012 às 11h35.
Medir a pressão dos dois braços não é uma prática comum entre médicos e enfermeiros, mas deveria ser.
Uma revisão de 28 estudos mostra que a diferença de 15 mmHg ou mais entre a pressão sistólica dos dois braços representa um risco 70% maior de morte por doença cardíaca, como infarto. A pesquisa foi publicada na revista médica "Lancet".
A pressão sistólica é a mais alta -em caso de valores normais, a sistólica é 12 e a diastólica, oito. Uma diferença de 15 mmHg poderia significar que, em um braço, a pressão seria de 12 e no outro, 13,5.
A diferença pode indicar doença vascular periférica (endurecimento ou afunilamento das artérias das pernas e dos pés) e risco de doença cardiovascular cerebral, que pode causar demência.
Editoria de arte/folhapress
Segundo Celso Amodeo, cardiologista especialista em hipertensão do HCor (Hospital do Coração), pressões diferentes podem indicar um bloqueio em um dos lados do corpo por causa de uma placa de gordura nos vasos.
A medida da pressão nos dois braços pode identificar pacientes com alto risco de doença vascular sem sintomas, dizem os autores da revisão, da Universidade de Exeter, no Reino Unido.
Eles afirmam que essa prática, preconizada pelas diretrizes dos EUA e do Reino Unido, não é seguida pela maioria dos médicos.
O mesmo acontece no Brasil, segundo os especialistas.
A diretriz no país diz que as medidas devem ser obtidas nos dois braços e, se houver diferença de 20 mmHg, as causas devem ser investigadas, de acordo com Weimar Barroso de Souza, presidente do departamento de hipertensão arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
"O problema é que essa recomendação não é muito seguida. É importante que estudos como esse venham à tona até para as pessoas cobrarem esse tipo de cuidado."
Ele afirma, no entanto, que a medição "dupla" só é necessária na primeira consulta. "Não é preciso fazer isso todas as vezes. Se você conhece o paciente, já sabe que em tal braço a pressão é maior e é aquele que você vai acompanhar", afirma.
Ele lembra ainda que sempre vai haver uma diferença entre a pressão dos dois braços, mas ela deve ser menor que 15 mmHg.
"Com o estudo ligando a diferença a um risco cardiovascular maior, a recomendação de medir a pressão nos dois braços fica mais forte", afirma Décio Mion, nefrologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão.



TRATAMENTO
Em caso de diferença, o primeiro passo é identificar por que há essa alteração. "Pode ser por causa do estreitamento dos vasos das pernas, porque a pessoa já teve derrame ou infarto, por pressão alta não tratada ou outros fatores de risco, como o tabagismo", afirma Mion.
Souza diz que os primeiros cuidados são a alteração desses fatores, como mudar a alimentação e parar de fumar. Depois, o médico pode recorrer ao tratamento adequado das doenças associadas que pioram o quadro, como diabetes e colesterol alto.
Segundo Amodeo, medir a pressão nos dois braços faz parte da investigação médica correta e deveria ser feita em todos os pacientes, independentemente de idade e risco de doenças cardiovasculares.
Ele afirma que o médico deve apalpar os pulsos e, se houver uma diferença notável, é provável que as pressões serão diferentes também. Nesse caso, o ideal é que o médico meça também a pressão das pernas, para não deixar passar uma obstrução de artéria nos membros inferiores.

FONTE: folha de SP

Diabetes pré-gravidez quadruplica risco de problemas em bebês, diz estudo

Atualizado em  6 de fevereiro, 2012 - 10:44 (Brasília) 12:44 GMT
Foto: BBC
Médicos aconselham grávidas a procurar médico antes de tentar engravidar
Mães que sofrem de diabetes têm risco quatro vezes mais elevado de dar à luz bebês com má-formações, segundo um estudo realizado na Grã-Bretanha.
A pesquisa da Universidade de Newcastle, publicada na revista cientìfica Diabetologia, analisou mais de 400 mil gestações no nordeste da Inglaterra entre 1996 e 2008.
A conclusão é de que a diabetes aumenta as chances de os filhos nascerem com má-formações tais como problemas cardíacos congênitos e mielomeningocele, ou espinha bífida, o fechamento incompleto do canal da coluna vertebral.
Os médicos já aconselham as mulheres a controlar o nível de açúcar no sangue antes de tentar engravidar. Na Grã-Bretanha, essa recomendação é de que o nível de açúcar fique abaixo de 6,1% antes da gravidez.
Tanto a diabetes tipo 1, que tende a aparecer na infância, e tipo 2, majoritariamente em decorrência da alimentação, levam a problemas de controle do nível de açúcar no sangue, e podem ter como consequência problemas de nascença, aborto e excesso de peso do bebê.

Nivel de Açúcar x Risco de anomalia

6,1%1 em 34
7%1 em 26
8%1 em 17
9%1 em 12
10%1 em 9
Na pesquisa da universidade britânica, 1.677 das 401.149 mulheres pesquisadas tinham diabetes.
Nestas, observaram os pesquisadores, os riscos de defeitos de nascença eram de 72 em cada mil nascimentos, contra 19 em cada mil entre as mulheres sem diabetes preexistente.
Segundo o estudo, o nível de açúcar antes da gravidez é "o fator mais importante" possível de ser controlado pela mãe para evitar anomalias, que normalmente aparecem nas primeiras quatro ou seis semanas.
A coordenadora da pesquisa, Ruth Bell, disse que o número de gestações ocorrendo com pouco controle dos níveis de açúcar "é mais do que o desejável".
"É um problema quando a gravidez não é planejada ou quando as pessoas não estão cientes de que precisam de acompanhamento médico antes da gravidez", afirmou.
Para Bell, entretanto, "a boa notícia é que, com acompanhamento médico antes e durante a gravidez, a maioria das mulheres com diabetes poderá ter um bebê saudável".

FONTE: BBC Brasil-Notícias

Identificado anticorpo humano que mata vírus da dengue em duas horas

Anticorpo extraído de pacientes recuperados da infecção pelo vírus pode ser nova arma para o controle da doença



Cientistas da National University of Singapore identificaram um anticorpo humano capaz de neutralizar e matar o vírus da dengue dentro de duas horas.
A pesquisa abre portas para novas terapias e para a cura de pacientes infectados com a doença que mata 20 mil pessoas por ano, muitas delas crianças.
Ao estudar um grupo de linhas celulares de pacientes de Singapura recuperados da dengue ao longo de um período de dois anos, a equipe identificou um anticorpo recombinante que pode se unir fortemente a uma parte específica do vírus da dengue e o impedir de atacar outras células.
O anticorpo destroi o vírus a uma velocidade muito mais rápida que os compostos anti-dengue existentes e parece capaz de matar todas as quatro estirpes conhecidas do vírus da dengue de subtipo 1.
Segundo os pesquisadores, o anticorpo neutraliza o vírus da dengue, antes mesmo que ele possa ter a chance de infectar qualquer célula.
Em experimentos com camundongos, eles observaram como o anticorpo se estendeu através das proteínas da superfície do vírus bloqueando sua ação. "Quando o vírus quer infectar as células, ele precisa respirar e expandir, por isso as proteínas de sua superfície sofrem ligeiras alterações, mas este anticorpo liga-se a essas proteínas, então elas não podem ser alteradas. O vírus é incapaz de infectar", explica a pesquisadora Lok Shee-Mei.
"Sabíamos que o anticorpo existia baseado no fato de que a maioria dos pacientes se recupera naturalmente a partir de infecção por dengue, mas as chances de encontrá-lo seria como encontrar uma agulha num palheiro. Estamos muito animados com esse avanço. Isso representa a melhor terapia candidata atualmente para a dengue e, assim, é provável que seja o primeiro passo no tratamento de pacientes infectados que atualmente não passam por nenhum medicamento específico", afirma o pesquisador Paul Macary.
A equipe acredita que, por ser um anticorpo totalmente humano, é provável que não a terapia não efeitos colaterais graves.
Eles planejam agora um ensaio clínico nos próximos meses e esperam que uma terapia esteja disponível nos próximos 6 a 8 anos.

FONTE: isaude

quarta-feira, 20 de junho de 2012


Japão

Cientistas criam fígado a partir de células-tronco

Procedimento renova esperança de que no futuro será possível desenvolver órgãos artificiais e transplantá-los em pacientes

Cientistas japoneses criaram um fígado humano a partir de células-tronco
Cientistas japoneses criaram um fígado humano a partir de células-tronco (Getty Images)
Cientistas japoneses anunciaram nesta sexta-feira que conseguiram criar um fígado humano a partir de células-tronco. O sucesso do procedimento renova a  esperança de que no futuro seja possível desenvolver órgãos artificiais e transplantá-los em pacientes.

Saiba mais

CÉLULA-TRONCO
Célula capaz de se transformar (se diferenciar) em outra célula ou tecido especializado do corpo. Pode se replicar muitas vezes, diferente de outras células, como as do cérebro ou músculo. 
CÉLULA-TRONCO PLURIPOTENTE INDUZIDA (iPS)
Célula adulta especializada que foi reprogramada geneticamente para o estágio de célula-tronco embrionária. Pode se transformar em qualquer tecido do corpo. Elas são obtidas por meio da reprogramação genética de células adultas. Uma célula somática (não envolvida diretamente na reprodução), como a da pele, pode "voltar" a um estágio similar ao de célula-tronco embrionária pela adição de alguns genes. Esses genes são transportados com a ajuda de vírus.
Uma equipe de cientistas dirigida pelo professor Hideki Taniguchi, da Universidade de Yokohama, transplantou células-tronco pluripotentes induzidas (iPS) no corpo de um rato. Ali, elas cresceram até se converterem em um pequeno, mas funcional, fígado humano.
Células-tronco são frequentemente retiradas de embriões, que são então descartados, prática que enfrente objeções na comunidade acadêmica e na sociedade. Já as células iPS podem ser extraídas de indivíduos adultos. O resultado alcançado da pesquisa foi divulgado no jornal japonês Yomiuri Shimbune será apresentado em uma conferência acadêmica que acontecerá no Japão na próxima semana.
Experimento — A equipe do professor Taniguchi transplantou as células iPS na cabeça de um rato para aproveitar o alto fluxo de sangue do cérebro. Depois disso, segundo relatam os cientistas, as células iPS se transformaram em um fígado humano de cinco milímetros, capaz de produzir proteínas humanas e de decompor medicamentos.
O jornal Yomiuri Shimbun divulgou que a descoberta da equipe de Taniguchi é uma "ponte importante entre a pesquisa básica e a aplicação clínica, mas encara vários desafios antes de ser colocada em prática". Taniguchi não quis se pronunciar sobre o assunto antes da apresentação do trabalho no evento científico, que acontecerá na próxima semana.

As células iPS foram descobertas em 2006 por duas equipes distintas, uma dos Estados Unidos e outra do Japão.
(Com Agência France-Presse)

FONTE: Veja
20.06.2012
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Antioxidante presente no vinho tinto tem efeito semelhante ao exercício físico

Estudo mostra que dieta com altas doses de resveratrol melhora desempenho físico, função cardíaca e esquelética de ratos



Cientistas da Universidade de Alberta, no Canadá, descobriram que o resveratrol, antioxidante natural encontrado no vinho tinto, melhora o desempenho físico e a função cardíaca e esquelética de camundongos.

O estudo sugere que a combinação de suplementos de resveratrol com o treinamento físico aumenta os efeitos benéficos da atividade física sozinha.

"Ficamos animados quando vimos que o resveratrol apresentou resultados semelhantes aos alcançados com o exercício físico de resistência. Nós imediatamente vimos o potencial desses benefícios e acreditamos ter descoberto uma forma de melhorar o desempenho do exercício físico com uma pílula do composto", afirma o líder da pesquisa Jason Dyck.

Para o trabalho, Dyck e seus colegas avaliaram os resultados da suplementação de resveratrol em camundongos durante 12 semanas.

Os dados mostraram que os animais que receberam uma dieta com altas doses do composto apresentaram melhor desempenho durante a atividade física de resistência.

"O resveratrol pode ajudar populações de pacientes que querem se exercitar, mas são fisicamente incapazes. O antioxidante pode imitar os benefícios do exercício para eles ou melhorar os resultados da modesta quantia de atividade que eles podem fazer", observa Dyck.

Os pesquisadores vão começar em breve a testar o resveratrol em diabéticos com insuficiência cardíaca para ver se o composto natural pode melhorar a função cardíaca para este grupo de doentes. O estudo de 10 semanas está previsto para começar dentro dos próximos meses.

FONTE: isaude.net


Pesquisadores da França e da Suécia descobriram como uma proteína encontrada no corpo está envolvida na geração de dor crônica em ratos. Resultados também sugerem intervenções terapêuticas capazes de aliviar o desconforto.

A dor crônica tende a ser persistente e difícil de tratar. Isso se deve em parte, segundo os pesquisadores, a alterações moleculares que ocorrem em nível neural, essas mudanças podem desencadear a transmissão de sinais nervosos da medula espinal para o cérebro.
" Os resultados revelaram que os níveis da proteína 14-3-3 zeta que ocorrem naturalmente são mais elevados na medula espinhal de ratos que sofrem de dor crônica. Mais à frente, conseguimos demonstrar como é que a 14-3-3 zeta provoca alterações na sinalização que levam a sintomas de dor crônica" , diz a líder do estudo Marc Landry, da Universidade de Bordeaux, na França.
A proteína interrompe a interação entre duas subunidades do receptor GABAB, uma proteína complexa encontrada à superfície das células nervosas. Os receptores GABAB são receptores acoplados à proteína G, uma família de receptores que regulam vários processos fisiológicos e que são essencialmente usados no desenvolvimento de novos fármacos.
A equipe recorreu à identificação de anticorpos e técnicas microscópicas para estudar as interações moleculares da sinalização de proteínas. Nas células e animais vivos, foi possível observar que a 14-3-3 zeta interage diretamente com a subunidade B1 do receptor GABAB.
Esta interação prejudica a sinalização efetiva do receptor e limita os efeitos do alívio da dor do receptor GABAB, em condição de dor crônica. Os investigadores mostraram ainda que o tratamento em ratos com a interferência de um pequeno RNA (siRNA) específico ou um péptido competitivo, moléculas que interferem com a ação da 14-3-3 zeta, conseguem inibir a dor crônica.
Segundo Landry, a combinação de dois inibidores que interfiram com a proteína 14-3-3-zeta com fármacos já existentes tem potencial para conduzir à cura da dor crônica.

FONTE: isaude.net
11.06.2012
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Quatro novos genes podem desvendar os segredos do tipo mais comum de enxaqueca

O estudo estabelece um gene específico que contribui para o subtipo de enxaqueca que atinge três em cada quatro casos


Um grupo internacional de pesquisa identificou quatro novos genes que predispõem as pessoas para o subtipo mais comum de enxaqueca, que atinge três em cada quatro casos da doença.

Os pesquisadores estudaram os dados genéticos de mais de 11 mil pessoas e descobriram seis genes que predispõem a enxaqueca sem aura (sem transtornos visuais). Quatro desses genes são novos e dois deles confirmam os achados anteriores.

A equipe trabalhou com o processo que é conhecido como estudo de associação do genoma (GWAS) para destacar as variantes do genoma que poderiam aumentar a susceptibilidade à enxaqueca; eles compararam os genomas de 4.8 mil pacientes com enxaqueca com mais de 7 mil livres da doença.

Os novos genes identificados fornecem evidência adicional para a hipótese de que a desregulação de moléculas importantes na transmissão de sinais entre os neurônios contribuir para a enxaqueca. Dois dos genes apontam para um possível papel de vasos sanguíneos e, portanto, perturbações no fluxo sanguíneo.

"Este estudo estabelece, pela primeira vez, um gene específico que contribui para este subtipo de enxaqueca", diz o Dr. Aarno Palotie (Instituto de Medicina Molecular da Finlândia (FIMM) e da Wellcome Trust Sanger Institute). O estudo será publicado na revista Nature Genetics, no dia 10 de junho.

Este foi o terceiro relatório sobre genes que predispõem as pessoas a formas comuns de enxaqueca, mas o primeiro no subtipo de enxaqueca mais comum. "O estudo estabelece, pela primeira vez, um gene específico que contribui para essa doença comum", disse o professor Aarno Palotie no FIMM e do Wellcome Trust Sanger Institute, e presidente do International Headache Genetics Consortium, líder em pesquisas sobre enxaqueca na Europa e Austrália.

A enxaqueca afeta aproximadamente um em cada seis mulheres e um em cada oito homens, tornando-se uma das principais causas de ausência no trabalho. Cerca de 25 milhões de dias escolares ou de trabalho são perdidos cada ano por causa da doença. Um relatório dos EUA afirma que oscustos económicos da enxaqueca são comparáveis aos do diabetes e que a doença é uma das 20 maiores causas de anos vividos com incapacidade (YLDs). Em até um terço dos pacientes de enxaqueca, a fase de dor de cabeça pode ser precedida ou acompanhada por distúrbios neurológicos (isto é, enxaqueca com aura), enquanto a maioria dos pacientes sofrem de enxaqueca sem aura.

Fonte: Isaude.net
19.06.2012
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Técnica utiliza células-tronco para criar células com função cardíaca

Células que transmitem impulsos elétricos como um coração em repouso podem levar a tratamentos para a arritmia

Cientistas da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, desenvolveram um novo método que utiliza as células-tronco para criar células que imitam as ações essenciais do coração.



A pesquisa pode levar a novos tratamentos para pessoas que sofrem com arritmia, irregularidade em impulsos elétricos do coração que pode prejudicar a habilidade do coração para bombear o sangue.

As células apresentam atividade semelhante à taxa de batimento cardíaco da maioria das pessoas em repouso. Aos 60 batimentos por minuto, a transmissão do impulso elétrico das células manipuladas no estudo é 10 vezes mais rápido que na maioria dos outros estudos com células-tronco.

"Até à data, a maioria dos estudos com células-tronco pluripotentes induzidas derivadas de células musculares cardíacas têm-se centrado na análise da função de uma única célula. Para potenciais terapias de regeneração cardíaca baseadas em células-tronco, no entanto, é fundamental o desenvolvimento de tecidos multicelulares que funcionam como uma unidade", observa o autor sênior Todd J. Herron.

Para o trabalho, Herron e seus colegas utilizaram células-tronco geradas a partir de biópsias de pele para criar um grande número de células do músculo cardíaco que podem transmitir impulsos elétricos uniformes e funcionam como unidade.

Além disso, a equipe projetou uma plataforma de imagem fluorescente para medir a atividade elétrica das células.

Os autores notaram que a velocidade das células cardíacas manipuladas, enquanto mais rápida do que o relatado em pesquisas anteriores, ainda é mais lenta do que a velocidade observada no coração de um adulto. A velocidade é comparável às células de roedores comumente utilizados em testes.

O novo método pode ser facilmente aplicado em laboratórios de pesquisa cardíaca e abre a porta para o uso de células-tronco cardíacas modificadas na investigação de doenças, testes de novos tratamentos e terapias para reparar músculo cardíaco danificado.


Fonte: Isaude.net

terça-feira, 19 de junho de 2012


Uso indiscriminado de antibióticos aumenta risco de superbactéria, diz entidade

Dados da OMS indicam 440 mil casos de tuberculose resistente registrados no mundo todos os anos, além de cerca de 150 mil mortes



O uso indiscriminado de medicamentos, sobretudo antibióticos, aumenta de forma considerável o risco de casos de superbactérias micro-organismos resistentes à maior parte dos tratamentos disponíveis. O alerta é do diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia, Marcos Antonio Cyrillo.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que 440 mil casos de tuberculose resistente são registrados no mundo todos os anos, além de cerca de 150 mil mortes decorrentes de infecções por superbactérias.

" Não há hospital livre disso. Lógico que um hospital de grande porte e de alta complexidade ou um hospital universitário com vários leitos de UTI [unidade de terapia intensiva] e que interna pacientes com cirurgias complicadas são o tipo de lugar que pode ter mais bactérias resistentes. Mas nenhum hospital ou casa de repouso com longa permanência está livre disso" , observou Cyrillo.

Para o infectologista, o uso indiscriminado de antibióticos configura, de certa forma, um problema cultural, já que o profissional de saúde se sente mais seguro ao receitar o medicamento. " Ele acha que está fazendo um bem para o paciente, mas vários fatores precisam ser levados em conta na hora de fazer um programa de prevenção e também de orientação para o uso de antibiótico" , reforçou.

Na tentativa de conter os casos de superbactéria no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou que a venda de antibióticos só pode ser feita com a apresentação de duas vias da receita médica. O objetivo, de acordo com a gerente de Vigilância e Monitoramento em Serviços de Saúde, Magda Machado, é restringir a automedicação, já que uma via fica retida pelo estabelecimento.

Ela lembrou que, após os casos da superbactéria KPC (Klebsiella pneumoniae carbapenemase) registrados no país nos últimos anos, a Anvisa editou uma nota técnica que trata da identificação, prevenção e controle de infecções relacionadas a micro-organismos multirresistentes. Entre as obrigatoriedades nas unidades de saúde está a higienização das mãos por meio do uso de álcool em gel por profissionais de saúde e visitantes.

Francisca Silva, 52 anos, é representante de laboratório e tem medo de contrair qualquer tipo de infecção resistente a medicamentos. " Tomo certos cuidados com a higiene porque trabalho em hospital e, por isso, estamos suscetíveis a todo tipo de contaminação. Procuro me proteger de qualquer uma delas" , contou.

A dona de casa Andreia Queiroz da Silva, 34 anos, tem lúpus, doença que compromete o sistema imunológico, e também se preocupa em manter hábitos como lavar as mãos com água e sabão quando frequenta unidades de saúde. " Acho que está faltando informação sobre essa superbactéria. Nos hospitais, é comum vermos panfletos com orientações sobre a higienização das mãos, mas muita gente não segue."

Cleide Teixeira, 39 anos, é enfermeira e trabalha há 19 anos na mesma unidade de saúde. Além da higienização das mãos, ela usa luvas cirúrgicas descartáveis como alternativa para se proteger e proteger os pacientes de micro-organismos multirresistentes. " Nós, profissionais de saúde, estamos expostos a qualquer tipo de doenças. Temos a obrigação de evitar que os pacientes sejam contaminados" , avaliou.

Fonte: AGÊNCIA BRASIL

A Prática da Enfermagem




Humanização

Se existe um assunto bastante discutido na saúde atualmente, é sobre a humanização. Sim, tem sido bastante discutido, palestrado, lembrado na educação continuada dos hospitais, mas quando falamos de prática, esquece. Onde está a humanização mesmo? "É de comer?
"


As pessoas sempre usam aquela desculpa: "Mas na prática tudo é diferente!", para fazerem as besteiras que fazem!


A cada dia que passa estou me convencendo que a enfermagem não é uma profissão qualquer, como alguns dizem. É claro que qualquer um pode estudar e ter um mínimo de conhecimento para atuar como profissional de enfermagem, mas exerce-la com maestria, dignidade e humanização, é muito difícil!

Quando me lembro da Biografia de Florence Nightingale, me alegro em ver o exemplo que ela foi para enfermagem, um modelo digno de ser seguido. Florence revela que recebeu um chamado de Deus para se dedicar aos doentes como enfermeira e decide dar sua vida a essa missão. Renuncia a seu futuro de mulher e jamais se casa. Esse propósito recebe tenaz oposição de seus pais, pois a enfermagem laica costumava, na época, ser praticada por pessoas socialmente mal consideradas, freqüentemente alcoólatras e até prostitutas.


É difícil de entender como uma mulher rica, deixa o conforto de uma vida luxuosa, não se casa, fica solteira, tudo para servir aos doentes. Existem profissionais que mal conhecem a história de Florence, e quando lêem não observam algo importante: "O chamado de Deus para Florence". Não foi por dinheiro que ela negou a si mesma, sua vida, sua familia, correu risco de ser tida como prostituta, não se preocupou com o que seus pais pensaram, mas foi por amor que ela atendeu ao chamado de Deus!


A essência da enfermagem foi o chamado de Deus para Florence, isso não sou eu quem diz, mas a história!




O que eu quero dizer com isso?


É possível sim que qualquer um exerça essa profissão. Mas se não for exercida com a motivação correta, com a essência que nasceu essa arte linda, teremos profissionais frustrados e a desumanização que presenciamos na saúde atual!


Não vale a pena ser só mais um profissional, só mas um "macaco treinado".




bY ROBER
T

Escolhi a Enfermagem Porque...






A enfermagem desse século não é uma profissão de prostituas como dizem, a pesar de pessoas de diferentes status sociais (como bêbadas e prostitutas) terem participado da história da profissão a décadas atrás.
A enfermagem não é mais uma profissão empírica, mas tem suas práticas embasadas em ciência, tem seu desenvolvimento na prática técnico-científica.
A enfermagem é uma profissão autêntica, autônoma e hoje independente. Claro que sabemos que a saúde é promovida por uma equipe multidisciplinar e que todos são indispensáveis, mas digo no aspecto histórico, das origens que trouxe muita submissão para a profissão e esse julgo pesa até hoje.
A enfermagem preocupa-se com o ser humano, observando-o como um ser portador de necessidades fisiológicas, psicológicas e sociais. Lembrando que essa é a definição de saúde (OMS), saúde não é apenas ausência de patologias, também que esses fatores interferem no processo saúde-doença, a maneira que um indivíduo nasce, cresce, vive, adoece e morre.
A enfermagem trabalha de forma organizada, seguindo um padrão estabelecido para sua prática, o chamado: Processo de enfermagem, que consiste em:

-Avaliação/Histórico de Enfermagem (Anamnese e Exame físico).
-Diagnóstico de Enfermagem (Não o nosológico)
-Plano de Assistência
-Implementação (Prescrições "de Enfermagem)
-Avaliação
-Prognóstico

Sendo esse processo respaldado por lei e para executa-lo é necessário pleno conhecimento de uma grade curricular bastante rica. Com isso podemos sistematizar o cuidado pelo profissional enfermeiro e não deixarmos escapar mínimas coisas que fazem a diferença na evolução do tratamento.

Por isso para definir um ENFERMEIRO, procure saber bem as atribuições desse profissional. É fato de que existem péssimos profissionais, isso já é uma outra história.
Por fim, escolhi ser enfermeiro porque acredito que além da ciência, essa profissão surgiu de um chamado de Deus para o cuidado de pessoas passam por momentos difíceis quando sensibilizadas pelo sofrimento que a dor e a enfermidade traz. Só espero fazer isso com excelência..

bY ROBERT



Brasil anuncia primeira vacina contra esquistossomose desenvolvida no mundo
Resultados de testes clínicos foram divulgados hoje pela Fiocruz, que promete imunização mundial contra a doença em até cinco anos



Foto: Divulgação/Fundação Oswaldo Cruz





Sm14 pode ser a primeira vacina anti-helmíntica do mundo, diz a Fiocruz



O Brasil criou e vai produzir a vacina contra esquistossomose, doença crônica causada pelo parasita Schistosoma encontrado em áreas sem saneamento básico. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou hoje (12), no Rio de Janeiro, os resultados dos testes clínicos de segurança da vacina desenvolvida pelo Laboratório Esquistossomose Experimental do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).


A descoberta é, na avaliação da Fiocruz, um grande feito dos cientistas brasileiros, uma vez que a doença afeta 200 milhões de pessoas em áreas pobres e tem potencial para atingir um universo de 800 milhões de pessoas expostas aos riscos de contágio no Brasil (principalmente no Nordeste e em Minas Gerais), nos países africanos e na América Central.


A esquistossomose é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a segunda doença parasitária mais devastadora, atrás apenas da malária. "É uma doença dos países pobres, associada à miséria" , resume Miriam Tendler, chefe do Laboratório Esquistossomose Experimental em entrevista à Agência Brasil. Ela calcula que, no prazo máximo de cinco anos, seja possível imunizar a população dos locais onde ocorre a endemia.


O anúncio feito no Rio é relativo à fase de testes de segurança e eficácia da vacina - exigidos antes da liberação para produção em grande escala. Vinte voluntários participaram dos testes no Brasil que confirmaram a segurança da vacina, cuja eficiência já havia sido comprovada em laboratório com mamíferos.



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" A gente tem informações associadas à eficácia que são a imunogenicidade. Ela induziu uma excelente resposta imunológica, que é o que queremos dos indivíduos vacinados" , disse Miriam Tendler.



Segundo a pesquisadora, além de eficiente, "é uma vacina segura" . Para ela, " essa segurança é o maior atributo de uma vacina. Só a partir da confirmação da segurança é que se pode fazer testes em mais larga escala" , explicou. Os testes em larga escala serão feitos no Brasil e na África.


As pesquisas para produção da vacina contra esquistossomose tiveram início em 1975 na Fundação Osvaldo Cruz. Na primeira década de pesquisas, os cientistas brasileiros conseguiram identificar o princípio ativo que poderia exercer efeito farmacológico contra o parasita. Na segunda década de trabalho foi identificada a proteína (S14), também presente em outros parasitas. Essa constatação dá a possibilidade de se produzir uma vacina polivalente - ou seja, que serve para a prevenção de outras doenças parasitárias, inclusive aquelas que atingem gado de corte.


Na década de 1990, o Brasil deposita a primeira patente com as descobertas e nos anos 2000, por meio de parceria público privada (PPP) e com apoio da Financiadora de Projetos (Finep) cria-se um modelo de negócio que permitiu a industrialização da vacina cuja segurança foi anunciada hoje.


Miriam Tendler calcula que os resultados já poderiam ter sido obtidos há dez anos e atribui a longa trajetória da pesquisa a problemas de descontinuidade de financiamento e de arranjo institucional. " Para você efetivamente fazer um produto de dentro de uma instituição acadêmica é uma coisa muito complexa e complicada. Então as parcerias [PPP, possíveis após a Lei nº 11.079/2004] são fundamentais." A pesquisadora não sabe quanto custou o desenvolvimento da vacina ao longo de mais de três décadas.


A esquistossomose (também conhecida no meio científico como bilharzíase) é causada por seis espécies do parasita Schistosoma. O ciclo típico da doença tem início com a contaminação da água por fezes humanas infectadas com ovos do parasita transformados em miracídios (larvas). Essas larvas contagiam caramujos, se multiplicam, voltam à água e infectam as pessoas pela pele.


As pessoas contaminadas podem sentir dores de cabeça, fraqueza, falta de ar, dor abdominal, diarreia e tosse com sangue. A doença pode afetar o fígado, os rins, a bexiga, os pulmões, a medula e o cérebro e levar à morte. O tratamento é feito com medicamentos antiparasitários. Mesmo após o tratamento é possível nova contaminação.

FONTE: isaude.net
14.06.2012
Inovação Tecnológica para a saúde

Os visitantes da Rio+20, Conferência das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável, que acontece no Rio de Janeiro até o dia 22 de junho, poderão conferir na Mostra de Inovação Tecnológica em Saúde as principais ações que contribuem para a prevenção, promoção e assistência à saúde pública no Brasil. Promovida pelo Ministério da Saúde em parceria com entidades ligadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), a mostra estará aberta aos participantes próxima à Praça Mauá.


“Por meio de vídeos, painéis, maquetes e atividades interativas, mostraremos como tem sido possível universalizar a saúde e construir, de forma inovadora e sustentável, um sistema que atende gratuitamente toda a nossa população”, explica Guilherme Franco Netto, diretor do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

O diretor lembra que o desenvolvimento sustentável impacta diretamente na prevenção e promoção da saúde. “Uma estrutura de produção e de consumo adequado garante a qualidade da água, do ar, do solo para produção de alimentos, por exemplo”.

Durante a mostra, serão exibidos os processos de produção de vacinas, de utilização de medicamentos fitoterápicos e de idealização do Programa Academia da Saúde, iniciativa do Governo Federal para promover hábitos saudáveis e estimular a promoção da saúde na população. Também serão apresentadas as redes de Atenção Básica e de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde.

Além das secretarias do Ministério da Saúde, o espaço contará com a exposição de ações de parceiros do SUS, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e a Itaipu Binacional.

FONTE: Portal da Saúde


MS investe R$ 348,8 milhões na expansão e melhoria do SUS em SP



Rol de projetos contemplam a construção de novas UBSs e Unidades de Pronto Atendimento 24 horas em todo o estado


O Ministério da Saúde vai investir R$ 348,8 milhões na expansão e na qualificação dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) em São Paulo. O rol de projetos foi apresentado, nesta sexta-feira (15), durante audiência pública do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

Os recursos contemplam a construção de novas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs 24 horas) em todo o estado e a ampliação da rede de urgência e emergência da região de Campinas e da Baixada Santista, além de aportes no Instituto do Coração (Incor) e no Hospital das Clínicas de São Bernardo do Campo (SP). O pacote faz parte do conjunto de medidas estratégicas que visa à melhoria do atendimento no SUS.

Para o ministro, o recurso vai reforçar a rede de atendimento à população no estado e municípios, que já contam com investimentos do Ministério da Saúde. " Os investimentos que repassamos hoje são destinados, em parte, para a construção de novas unidades de saúde e de Unidades de Pronto Atendimento 24 horas, que depois de prontas, terão mais recursos para o custeio da manutenção dos serviços" , afirmou Padilha.

Quanto ao aumento de recurso associada à avaliação dos serviços, o ministro informou que o repasse pode aumentar em até 100%, após avaliação do ministério. " Dois meses após começar a funcionar, o Ministério da Saúde faz uma avaliação da qualidade de atendimento na UPA 24 horas e, se estiver cumprindo um bom padrão de qualidade, o recurso para custeio dobra. É uma grande parceria entre o Ministério da Saúde, secretarias estaduais e municipais de saúde" , diz Padilha.

Para expansão da rede de atenção às urgências, serão investidos R$ 229,4 milhões na Baixada Santista e na região de Campinas. Os recursos serão usados para habilitação de novos leitos clínicos e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), criação de salas de estabilização, assistência para atenção domiciliar e para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192).

Segundo informou a pasta, todas estas ações fazem parte do programa Saúde Toda Hora, lançado em 2011 pelo Ministério da Saúde para aprimorar o atendimento de urgência e emergência do SUS, com foco na qualidade do atendimento e na redução do tempo de espera.

FONTE: isaude.net