Pesquisadores da França e da Suécia descobriram como uma proteína encontrada no corpo está envolvida na geração de dor crônica em ratos. Resultados também sugerem intervenções terapêuticas capazes de aliviar o desconforto.
A dor crônica tende a ser persistente e difícil de tratar. Isso se deve em parte, segundo os pesquisadores, a alterações moleculares que ocorrem em nível neural, essas mudanças podem desencadear a transmissão de sinais nervosos da medula espinal para o cérebro.
" Os resultados revelaram que os níveis da proteína 14-3-3 zeta que ocorrem naturalmente são mais elevados na medula espinhal de ratos que sofrem de dor crônica. Mais à frente, conseguimos demonstrar como é que a 14-3-3 zeta provoca alterações na sinalização que levam a sintomas de dor crônica" , diz a líder do estudo Marc Landry, da Universidade de Bordeaux, na França.
A proteína interrompe a interação entre duas subunidades do receptor GABAB, uma proteína complexa encontrada à superfície das células nervosas. Os receptores GABAB são receptores acoplados à proteína G, uma família de receptores que regulam vários processos fisiológicos e que são essencialmente usados no desenvolvimento de novos fármacos.
A equipe recorreu à identificação de anticorpos e técnicas microscópicas para estudar as interações moleculares da sinalização de proteínas. Nas células e animais vivos, foi possível observar que a 14-3-3 zeta interage diretamente com a subunidade B1 do receptor GABAB.
Esta interação prejudica a sinalização efetiva do receptor e limita os efeitos do alívio da dor do receptor GABAB, em condição de dor crônica. Os investigadores mostraram ainda que o tratamento em ratos com a interferência de um pequeno RNA (siRNA) específico ou um péptido competitivo, moléculas que interferem com a ação da 14-3-3 zeta, conseguem inibir a dor crônica.
Segundo Landry, a combinação de dois inibidores que interfiram com a proteína 14-3-3-zeta com fármacos já existentes tem potencial para conduzir à cura da dor crônica.
FONTE: isaude.net
FONTE: isaude.net
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